Pres. Zezinho parabeniza Obama pelo acordo

1 de agosto de 2011

Acordo de Obama só foi possível graças às orientações do pres. Zezinho.

O Mais Preparado dos Brasileiros, o futuro pres. Zezinho, enviou hoje mensagem ao Sr. Obama, cumprimentando-o pelo sucesso no acordo da dívida dos EUA.

BOM EXEMPLO: O pres. Zezinho elogiou a postura altiva do Imperador na negociação com os republicanos.

Em sua mensagem, o Presidente de Nascença elogiou a sabedoria do Imperador na solução da crise que envolvia o Grande Irmão do Norte.

Segundo o Maior dos Filhos da Mooca, o Imperador tomou medidas corretíssimas previstas na cartilha econômica da UDN.

ECONOMIA: O Imperador jurou que não vai mais gastar dinheiro em bobagem, para sobrar para o essencial.

O Almirante do Tietê manifestou especial satisfação com o compromisso do Imperador com o corte de gastos sociais e com a manutenção de impostos baixos para os mais ricos.

Privadamente, o Maior dos Homens Públicos comentou com seus assessores que faltou apenas a privatização da Estátua da Liberdade e do Capitólio, para a total correspondência com o novo programa da UDN, que prevê a privatização do Oceano Atlântico e do Rio Amazonas.

Conselheiro especial

Fontes da Caverna do Ostracismo, fundos, informaram que o pres. Zezinho teve um papel importante na costura do acordo da dívida dos EUA, atuando como o mais importante conselheiro do Imperador, que chegou a ligar-lhe três vezes no último domingo, em busca de orientações econômicas.

Modesto, o Maior dos Economistas tem procurado manter sigilo sobre sua contribuição, e já recusou o Prêmio Nobel de Economia que lhe foi oferecido nesta manhã.

As mesmas fontes informam que, como prova de gratidão, o Imperador mandou ingressos para a Disneylândia para o pres. Zezinho levar sua filhinha.  O também Imperador agradeceu os conselhos decisivos e prometeu a maior das recompensas para o Presidente de Nascença: voltar à carga para a assinatura do maior dos projetos do  pres. Zezinho, o Acordo CARACU EUA-Brasil, no qual os EUA entrarão com a primeira parte.

Comentário da tia Carmela

QUADRILHA: Os eleitores infantis paulistas fizeram uma bela festa junina para comemorar o apoio do pres. Zezinho ao acordo da dívida dos EUA.

O Zezinho sempre gostou de cumprimentar os outros. Uma vez, quando ele estava na escola, ele ficou atiçando dois meninos para  brigarem na saída. Espalhou para todo mundo que o Nicola tinha xingado a mãe e as irmãs do Roberto, filho do Seu Núncio, o jornaleiro. O Roberto foi tirar satisfação com o Nicola, que disse que não tinha feito nada, aí o Roberto foi perguntar pro Zezinho qual era a verdade. O Zezinho, que queria ver os dois brigando porque não gostava do Nicola, que tirava notas melhores que as dele, disse que o Nicola tinha falado sim, e que agora ainda estava espalhando que o Roberto tinha arregado, que ficou com medo de apanhar dele. O Roberto acreditou e esperou o Nicola na saída. O Nicola, que era o mais fraquinho, levou só um tapa e logo saiu correndo e chorando. A molecada toda ficou rindo dele, dizendo que era cagão. Ele ficou com tanto medo e tanta vergonha que nem conseguiu ir à escola no resto da semana.  O Zezinho, então, pegou umas frutas amassadas ou estragadas que o pai ia jogar fora, fez um cesto e colocou um cartão escrito: “Parabéns pela sua coragem. Você é um exemplo para todos nós.”  E deixou na porta da casa do Nicola…

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Ex-pensador FHC ganha espelhinho e colar de Obama

20 de março de 2011

PACIFISTA: O Imperador veio ao Brasil em busca de seu segundo Nobel da Paz.

O Mais Preparado dos Brasileiros, o futuro pres. Zezinho, não pôde comparecer à vistoria que o Imperador veio fazer no Brasil.

Por conta de sua agenda sempre lotada de compromissos para fazer o bem, o Presidente de Nascença declinou do convite para almoço do Imperador com empresários. O fato causou um mal-estar diplomático grave, quase cancelando o evento e abreviando a visita do Imperador ao Brasil.

Para contornar o problema, a usurpadora-mirim do planalto, em um gesto inesperado de sensatez e cortesia, convidou a nata da política brasileira para o imperial convescote.

EXPRESSIVO: O representante da ala mineira da UDN regeu o coral infantil que acompanhou Milton Nascimento.

Assim, apesar de incontornável, a ausência do Maior dos Homens Públicos foi minimizada pela presença de grandes lideranças da UDN, os únicos capazes de mostrar que há alguma réstia de civilização nestes tristes trópicos sob governo petista. Como era de se esperar, os líderes da UDN roubaram a cena.

O líder da ala mineira da UDN, Sr. Tancredo Neves, esteve impossibilitado de comparecer, por ter uma inspeção nas areias da Praia de Copacabana já agendada.  O fanfarrão minésio foi bem representado, no entanto. Enviou em seu lugar  um senhor que morava sozinho na Caverna do Ostracismo e a generosidade do Faraó das Alterosas resgatou para servir-lhe cafezinho no Senado.

O ex-pensador FHC abrilhantou o evento, representando a ala paulista da UDN. Como sempre, FHC foi a grande estrela, eclipsando, como era de se esperar, a desajeitada anfitriã e o próprio Imperador. Assim como sua  comitiva, Obama encantou-se com o ex-sabetudo e  sua inteligência, erudição, liderança, sabedoria, senso de humor, ilustração, picardia, conhecimento, elegância, carisma, glamour, sensatez, charme, cultura e malemolência de quem tem um pé na cozinha e outro na Sorbonne.

GENEROSIDADE: Obama prometeu mundos e fundos em troca da inclusão do petróleo do pré-sal no Acordo Caracu EUA-Brasil.

Em conversa reservada com o Imperador, o ex-gênio FHC manifestou sua indignação pela negativa da usurpadora-mirim do planalto em dar continuidade às negociações, iniciadas pelo pres. Zezinho,  sobre o Acordo Caracu EUA-Brasil, no qual os EUA entrariam com a primeira parte.

Impressionado,  o Imperador deu de presente ao ex-sábio FHC um espelhinho e um lindo colar de miçangas, emocionando o experiente ex-bichopapão FHC. Durante a cerimônia da entrega do espelhinho e do colar, Obama  comentou com o ex-príncipe FHC: “sorte dos brasileiros, e minha, que você não seja americano. Se fosse, eu não estaria aqui, porque o cargo seria seu.” FHC respondeu, enigmaticamente: “é, Deus é brasileiro…”

CONSTRANGIMENTO: Na saída do almoço, o Imperador estava visivelmente irritado com dona Michelle.

A Sra. Michele Obama ficou extasiada com a fala sedosa do ex-intelectual FHC. Passaram boa parte do tempo conversando e trocando olhares. Ao final do encontro, a Imperatriz confessou que ele era tudo aquilo que falavam e muito mais, e que há tempos  estava ansiosa por conhecê-lo, depois de ouvir falar de sua inteligência e de seus talentos reprodutivos.

Segundo fontes da CIA (Caracu Inteligency Agency), esse comportamento da Sra. Michele causou tensão no Air Force-1, no voo de Brasilia para o Rio. Durante a viagem, o Imperador teria discutido com a esposa por conta de seu derretimento pelo galã da Caverna do Ostracismo. Disse que eles não podiam ficar naquela babação toda em uma cerimônia oficial, mas a Imperatriz respondeu secamente: “Yes, we can”. A piada, previsível e sem graça, irritou os leitores e, mais ainda, o Imperador, que só não mandou bombardear a Caverna do Ostracismo porque, apesar de tudo, também gostou do ex-sabetudo FHC.

Comentário da tia Carmela

QUADRILHA: UDN fez uma bela festa junina para homenagear o Imperador.

Uma vez, quando era criança na Mooca, o Zezinho ficou muito triste porque não convidaram ele para a festa de aniversário de um coleguinha de escola. Aí, pra se vingar, ele mandou o Reinaldinho Cabeção ir de penetra na festa e anotar todas os defeitos que ele encontrasse, para poder falar mal na segunda-feira, na escola. O Reinaldinho Cabeção conseguiu entrar, porque sempre foi cara-de-pau. Levou um caderno e fez uma lista enorme de coisas de que eles podiam falar mal. Aí o Zezinho disse pro Reinaldinho Cabeção fazer um tipo de jornalzinho e colar na classe, falando mal da festa. Na segunda-feira, o Reinaldinho Cabeção foi o primeiro a chegar e colou uma folha de papel na parede da classe, falando mal da festa. Quando o menino que tinha dado a festa chegou e viu aquilo, ficou muito bravo. Na hora da saída, o Reinaldinho Cabeção levou uma surra do menino, mas o Zezinho nem viu, porque faltou naquele dia.


Zezinho em Kopenhagen 7: o telefonema de Obama

19 de dezembro de 2009

Pelo que pude acompanhar, aqui de Kopenhagen, teve uma certa repercussão no Brasil o telefonema do presidente dos EUA, Barack Obama, para o usurpador do lugar que por direito pertence ao Mais Preparado dos Brasileiros, o Governador Zezinho. Alguns comentaristas em blogues disseram que foi uma prova do prestígio de Lula junto à comunidade internacional.

Tendo acompanhado de perto a entusiástica acolhida da presença do Grande Estadista do Morumbi na COP15, resolvi apurar. Em contato com várias delegações diplomáticas presentes à capital do Ser ou Não Ser, obtive as seguintes informações, que agora repasso:

1 – Os motivos do telefonema de Obama a Lula

Obama agradece a Arnold S. pela indicação do seu novo conselheiro: Que estadista! É o novo Lincoln!

O telefonema de Obama para Lula foi um telefonema de busca de apoio, certamente. Mas foi, nesse sentido, um telefonema quase protocolar.  Esses acordos internacionais não são firmados em telefonemas ou mesa de bar: quando dois chefes de governo se telefonam, dezenas de contatos telefônicos foram feitos antes, pelas respectivas diplomacias.

Mas o telefonema do presidente dos EUA ao brasileiro que se assenta na cadeira que a justiça divina reservou ao Maior dos Brasileiros tinha uma intenção especial.  Sabendo da repercussão da presença do Presidente de Nascença em Kopenhagen, Obama resolveu pedir uma audiência ao governador Zezinho, para ouvir dele quais deveriam ser as posições do governo americano. Como não tinha o telefone do Ambientalista do Tietê, Obama resolveu aproveitar o protocolar telefonema a Lula para pedir o número do telefone.

2 – A reação de Lula

Lula mostrou-se contrariado com a intenção de Obama consultar o governador Zezinho. Por isso seus ministros  Dilma e Minc começaram a disparar contra a posição do govenro americano e contra o discurso de Obama na conferência. Lula tentou convencer o presidente dos EUA a não falar com o Mais Genial dos Governantes do Brasil, mas recebeu uma áspera resposta de Obama.

3 – O telefonema de Obama ao Futuro Presidente do Brasil

Obama ficou muito impressionado com o Governador Zezinho: esse é o cara que eu devo imitar!

Imediatamente após receber o número que Lula passou, contrariado, Obama telefonou várias vezes para o Governador Zezinho, mas o telefone caía na caixa postal. Quando conseguiu falar, depois de várias tentativas, já era noite, e o Sapientíssimo Estadista estava em companhia de seu novo amiguinho, Arnold, em uma danceteria em Kopenhagen. Como não tinha, naquele momento, a companhia de sua nova assessora de comunicação (pois estava em um “programa de meninos”, como depois explicaria, carinhosamente, à moça), o  Defensor das Várzeas de Piratininga pediu para seu amigo Arnold ajudar como intérprete da ligação.

O presidente Obama pediu encarecidamente que o Governador Zezinho o atendesse, pois a coisa estava ficando feia para o lado dos EUA e para ele, como presidente. Depois de esnobar um pouco, o Presidente Mais que Perfeito aceitou recebê-lo por quinze minutos no início da manhã seguinte.

4 – O encontro secreto entre Obama e o Governador Zezinho

O encontro aconteceu como previsto, às 6h da manhã seguinte. O Mais Corajoso dos Governadores estava visivelmente cansado, segundo comentários do próprio Obama com seus assessores. Segundo foi possível apurar, depois de uma noite intensa com seu novo amiguinho Arnold, o Homem Talhado para Dirigir o Brasil havia chegado de volta ao hotel às 4h, e imediatamente iniciara despachos de emergência com sua assessoria de comunicação.

Apesar de cansado pela noite em claro, o Governador Zezinho foi solícito com Obama, mas atendeu-o rapidamente, por apenas 10 minutos. Nesse período, apresentou a Obama sua proposta para as negociações da conferência: O Governador Zezinho entende que os EUA e demais países ricos não devem assumir os custos das mudanças climáticas. Isso caberia aos países emergentes, como o Brasil, para que os EUA e demais países ricos possam continuar a ter recursos para espalhar civilização para a gentalha de lugares horríveis do terceiro mundo, como o Jardim Pantanal. E recomendou que os EUA mantivessem sua posição. Ainda disse a Obama: você acha que foi eleito para fazer bondade?

Comentário da Tia Carmela:

Isso de dizer que ninguém é eleito pra fazer bondade, isso não é novidade com o Zezinho. Quando ele era menino, lá na Móoca, uma vez ele foi eleito monitor da turma, no grupo escolar. O monitor era quem recolhia e distribuía as cadernetas para carimbar PRESENTE. Era também quem ajudava a professora a entregar as lições e as provas corrigidas. Quando a professora saía da sala, o monitor tinha que tomar conta da sala e dedurar quem fizesse bagunça. Ele adorava essa parte. Uma vez, ele era monitor e a professora saiu da sala um pouquinho e deixou a sala fazendo lição de matemática. Como era uma lição difícil, a criançada ficou quieta, fazendo a lição. Quando a professora chegou, ele contou para ela que um menino tinha feito bagunça, o que era mentira. A professora pôs o moleque de castigo. Na saída, o menino foi tirar satisfação com o Zezinho, e falou: nós votamos em você para monitor pra você não dedar a gente, e você me deda quando eu não fiz nada? E o Zezinho respondeu: e você acha que eu quis ser eleito para fazer bondade?