Robanel: Sarkozy avisou Serra sobre risco de desabamento

21 de novembro de 2009

Antes da estada na romântica e inspiradora Istambul, o mais recente périplo europeu do Presidente de Nascença  iniciou-se com uma passagem por Paris. Na Cidade-Luz dedicou-se às tarefas de estadista. Reuniu-se com o presidente da OCDE para dar-lhe algumas lições sobre como presidir uma organização internacional. Depois, encontrou-se com o presidente francês, Nicolas Sarkozy.

No encontro com Sarkozy o Suprassumo da Política Nacional repreendeu o gaulês pelos recentes acordos assinados com o governo brasileiro.   O Grande Governador Paulista disse ao dono do Ideafix que decisões dessa complexidade comprometem o país por décadas e ele, na condição de Futuro Maior Presidente do Brasil, deveria ser consultado e dar a palavra final. Sarkozy desculpou-se, de joelhos.

Sarkozy presenteou Zezinho com manual de prevenção de catástrofes

Outro ponto do encontro entre os dois grandes homens públicos foi a prevenção de desastres.  O presidente francês mostrou-se preocupado com o atraso das obras do Metrô de SP por conta do desabamento do túnel em Pinheiros, em 2007. Sarkozy suplicou ao Governandor-Presidente mais celeridade nas obras para que os trens da Alstom possam ser vendidos mais rapidamente. Como gesto de cortesia, entregou  a Serra um estudo apontando risco de desabamento  nas obras do Roboanel. O estudo foi elaborado pelo tradicional  Departamento  de Prevenção da Queda do Céu Sobre Nossas Cabeças, órgão do governo francês, criado durante o  governo de Abracurcix.  Apesar do mal-estar causado, o Mais Corajoso dos Políticos Nacionais conteve a irritação pela audácia e, polidamente, disse que tudo estava dentro da mais moderna técnica de construção civil, e que ele mesmo, como grande engenheiro que é, revisara os projetos.  Também disse que S. Paulo não devia nada em termos de prevenção de catástrofes a nenhum governo do mundo, graças aos serviços mediúnicos da Fundação Cacique Cobra Coral, por ele contratados para a tomada de decisões estratégicas. Ofereceu a Sarkozy um folheto de propaganda da prestigiosa entidade, dizendo: você devia contratá-los, também.

A nota triste do encontro foi a ausência de Carla Bruni. Fontes do Elisé que pediram anonimato informaram que Sarkozy confundiu Serra com FHC e por isso impediu sua consorte de participar do encontro.

Zezinho estava muito à vontade entre os dignatários franceses: "senti-me como o Fernando Henrique".

Serra também aproveitou a viagem à França para receber o Prêmio Alstrom, conferido a governantes de ética e capacidade inquestionáveis. Zezinho foi escolhido por um comitê de seleção de alto nível, composto por um dos sobrinhos de Roberto Marinho, Robson; pelo gerente de vendas da Alstrom, Gaston Mellieure; pela benfeitora da infância Deisi Kusztra; pela economista Miriam Cochonne; pela jornalista Francine de L’Herbe e por  Diogo M., importante intelectual novaiorquino.

Comentário da Tia Carmela:
Desde quando o Zezinho ouve algum aviso que dão a ele? Uma vez, quando ele era criança lá na Móoca, inventou de fazer uma cabana no quintal de casa, para ter um esconderijo secreto para brincar de conspiração com o Reinaldinho Cabeção. Arrumou um monte de caixotes e fez o Reinaldinho e uns outros meninos desmontá-los e, com a madeira, construir a tal cabana. O Zezinho só ficava dando ordens, dizendo que era o engenheiro da obra. O pai dele olhava aquilo e dizia: Zezinho, isso aí vai cair, não tem sustentação. Os meninos também falavam que ia cair. Mas o Zezinho dizia apenas: “eu sou o engenheiro aqui; trabalhem rápido que quero brincar de conspiração ainda hoje”. Quando estava quase pronta, a cabana desmoronou na cabeça do Reinaldinho. Que ainda levou umas bolachas do Zezinho por não ter trabalhado direito…
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Serra escorrega em banana e cai 4 pontos.

23 de setembro de 2009

A última pesquisa eleitoral trouxe um novo revés para o Michelletti Brasileiro.  A despeito de seus assessores Frias, Mesquita e Marinho terem pavimentado seu caminho com folhas de jornal com o alarme de que 67 milhões de brasileiros contrairíam a gripe suína, o autocrata do Morumbi escorregou em uma casca de banana que lhe proporcionou um tombo de 4 pontos.

Ao se ver caído, o Maior de Todos os Homens Bons da Pátria vociferou como de costume contra seus três assessores, acusando-os de incompetência e ameaçando demiti-los.  Ordenou investigação e descobriu que a casca na qual escorregou provinha de uma banana oferecida de brinde por um feirante a uma dona-de-casa que comprara uma dúzia.  Indignado por escorregar em uma banana de número 13, o Servo dos Paulistas ordenou imediata proibição da venda de bananas em dúzias, para impedir o uso do número 13.

Comentário da Tia Carmela: Uma vez, lá na Móoca, o Zezinho levou um tombo feio e teve que tomar 4 pontos, também. Apesar de ter escorregado sozinho, ele quis por a culpa no Renatinho, filho da dona Alzira, que estava brincando com ele. Virou pro Renatinho e falou: a partir de hoje, você está proibido de brincar comigo! O Renatinho deu um tabefe nele e os dois se atracaram, a coitada da dona Serafina teve que separar. E deu mais umas bolachas no Zezinho, para ele deixar de fazer isso…


Mais um filme que Serra vai proibir: Salve Geral

20 de setembro de 2009

Nem bem foi anunciado o filme brasileiro indicado para competir pelo Oscar neste ano, e o Maior dos Grandes Homens, o Presidente Ainda Não Empossado e governador da Locomotiva da Nação, José Serra, já ordenou uma mega-operação para proibir sua exibição em todo o universo. Trata-se do filme Salve Geral, de Sérgio Rezende, estrelado por Andréa Beltrão. O filme apresenta os momentos de  terror que  a cidade de São Paulo experimentou em maio de 2006, com uma série de ataques do grupo criminoso PCC – Primeiro Comando da Capital, cujo líder, o famoso Marcola, já há vários anos assumiu a Secretaria de Assuntos Penitenciários do governo estadual.

Modesto, o Grande Homem da Política Brasileira não deseja que o filme seja exibido porque  mostraria toda a grandiosidade do Estado de São Paulo em mais um aspecto: a segurança pública, esse orgulho dos cidadãos paulistas e paulistanos. O governador confidenciou que se sentiria constrangido junto a seus colegas governadores se eles vissem o filme, pois se impressionariam e se sentiriam diminuídos, ao constatar a grande competência dos sucessivos governos estaduais tucanos na condução dos negócios relacionados com a segurança e as prisões.

Já experiente em proibições, O Invejado pelas Páginas das Enciclopédias pretende repetir a operação realizada há poucos dias, para proibir o filme “A Queda”, em que Adolf Hitler representava um candidato presidencial derrotado.

O Mais Preparado dos Seres Pensantes pretende contar também com o apoio dos seus assessores de comunicação da empresa    Frias, Mesquita, Marinho, Saad & Associados, que já tiveram grande sucesso na proibição de qualquer menção ao nome do PCC na imprensa paulista, substituindo o termo PCC por “facção criminosa que opera nos presídios do estado de S. Paulo”.  Jornalistas que utilizarem as três letrinhas em matérias podem ser condenados a lavar a boca com sabão.

Comentário da Tia Carmela: O Zezinho nunca gostou muito de cinema. Uma vez, lá na Móoca, não queria deixar nenhum menino da rua ir assistir um filme do Mazaroppi chamado “O Corinthiano”, só porque o Zezinho era palmeirense. Os meninos que foram, ele virou a cara pra eles e não deixava mais eles jogarem futebol de botão com ele.


Gov. Zezinho exige demissão de Adolf Hitler

4 de setembro de 2009

O Mais Preparado dos Homens Brasileiros, o governador da República Autônoma da Zona Oeste de SP, o futuro pres. Zezinho, enviou hoje comunicado à Chanceler alemã, Angela Merckel, determinando à mandatária teutônica a imediata demissão de Adolf Hitler.

O Presidente de Nascença entendeu como extremamente inadequado o comportamento do referido comunicador alemão, representando um candidato massacrado nas eleições presidenciais brasileiras de 2010 no filme A Queda.  No filme, o publicista germânico representa um político desesperado com a sua derrota definitiva que não conta mais com ninguém em quem confiar, exceto três auxiliares: Marinho, Montenegro e Gilberto, além de uma múmia imóvel no fundo da sala.

O governador Zezinho também determinou, na mesma mensagem, a imediata demissão do diretor do filme, Oliver Hirschbiegel, e do ator Bruno Ganz, que atua como dublê de corpo do personagem principal nas cenas mais pesadas.

Além disso, o Mais Preparado de Todos assinou decreto proibindo o filme no Estado de São Paulo.

Veja o treiler do filme logo, antes que seja proibido pelo Maior dos Brasileiros e seus aliados senadores Azeredo e Marco Maciel.

Comentário da Tia Carmela: O Zezinho sempre teve problema com esse negócio de artista. Quando era criança, lá na Móoca, o Zezinho uma vez brigou com os coleguinhas da sala que fizeram um teatrinho. Na peça, havia um vampirinho malvado que se dava mal no final. O Zezinho achou que era uma implicância com ele e pediu para a diretora expulsar os meninos…  E o Zezinho nunca mais falou com eles.


Gov. Zezinho lança campanha para proibir o filme

4 de setembro de 2009

O Mais Preparado dos Brasileiros, o futuro pres. Zezinho, lançou hoje mais uma campanha de proibição, com o auxílio de seu pitta de estimação G. Kassab. Trata-se, agora, da proibição do filme “A Queda”, do alemão Oliver Hirschbiegel. O governador assinou hoje o Decreto no. 19.879/09, que proíbe a veiculação total ou parcial do filme em qualquer ambiente no estado de S. Paulo. Antes, o Mais Douto dos Brasileiros já havia ordenado que a chanceler alemã, Angela Merkel, demitisse Adolf Hitler, o diretor do filme e o ator que trabalha como dublê do personagem principal.

Uma enorme campanha está sendo preparada para divulgar o decreto que proíbe o filme. A campanha publicitária da proibição está orçada em cerca de R$ 20 milhões, e deverá ser levada ao ar em 7 de setembro de 2009. A campanha contará com ampla veiculação de peças publicitárias na televisão, rádio, internet, revistas, jornais, aviões sobrevoando praias e banheiros de bares.  Nas peças publicitárias da TV, o Dr. Drauzio Varella dará explicações para o mal para a saúde que o filme pode fazer. Partidos de oposição acusam a seleção do eminente doutor de ser uma forma de propaganda subliminar do governador.

Além dos anúncios, uma farta distribuição de brindes beneficiará os cidadãos paulistas. O governo de São Paulo vai distribuir 810 mil brindes, de pen drives a lixeirinhas para veículos, passando por porta-retratos e balões de cores sortidas, para promover a legislação que restringe a veiculação e exibição do filme  no Estado, que começa a valer no dia 7 de setembro.

Embora não exista uma previsão exata do custo desses brindes para os cofres públicos, a licitação para comprá-los deve passar de R$ 1,5 milhão. Para a fiscalização, haverá 1.500 agentes.  A distribuição dos materiais promocionais, como são oficialmente chamados os brindes, terá início nas comemorações do 7 de Setembro. O plano é que ocorra de agosto até dezembro, mas esse cronograma depende da conclusão do processo de contratação.

As 810 mil unidades de brindes são destinadas à capital. A aquisição de extras para entregar no interior não está descartada. A distribuição será feita em dez locais de movimento, como estações do metrô, parques, bares e restaurantes. Segundo o governo, funcionários de empresas privadas também devem ser contemplados.

Os brindes a distribuir são:

180 mil porta-retratos magnéticos

10 mil pen drives de 1 gigabyte

210 mil porta-copos

10 mil pins estampados

130 mil balões de cores sortidas

10 mil bonés tipo americano

100 mil cartões postais

100 mil lixinhos para veículos

10 mil camisetas

50 mil chaveiros

Além dos materiais promocionais, o governo vai adquirir no mesmo contrato 3 milhões de gibis (a serem enviados para escolas) e mais 1,6 milhão de folders, folhetos, adesivos e displays com ventosas (para serem colados no vidro do carro, por exemplo). Serão comprados ainda 10 mil cartazes e 12 balões gigantes.

Todos os materiais promocionais terão a logomarca da campanha (ainda não divulgada), uma foto do Dr. Drauzio Varella e os dizeres: “Não faça mal para SP e para o Brasil – não assista ‘A Queda'”.

O dinheiro para bancar os brindes sairá dos recursos destinados à publicidade do governo: R$ 20 milhões, segundo a pasta. O valor total gasto com a campanha  não foi informado pelo governo do Estado.

Atualização: Depois da proibição de A Queda, agora está sendo proibido em todo o Universo, pelo Governador Zezinho, o novo filme proibido é Salve Geral, que narra os ataques do PCC em São Paulo, em 2006.

Comentário da Tia Carmela: O Zezinho sempre gostou de distribuir brindes pros outros. Mas nunca com o dinheiro dele. Uma vez, teve um casamento de uma prima minha lá na igreja São José do Belém. O Zezinho foi com os pais dele. Quando foram ver, ele estava andando pela festa distribuindo as lembrancinhas para as moças, que eram um sabonetinho embrulhado em um lencinho de renda. Ele chegava perto  e dizia: posso te dar um presente? Aí as moças achavam graça, pegavam o presente e davam um beijo nele… O duro foi quando o pai da noiva descobriu que ele estava entregando as lembrancinhas antes da hora…