Justiceiro da USP prende 3 terríveis meliantes

2 de novembro de 2011

HOMEM DE VISÃO: O reitor indicado pelo pres. Zezinho colocou a USP no caminho da modernidade.

Quando foi governador da Locomotiva da Nação, o Mais Preparado dos Brasileiros, o  futuro pres. Zezinho, deu inestimáveis demonstrações de visão estratégica e de respeito pela USP.

Um dos pontos altos da gestão do Presidente de Nascença foi a  magnífica aula de democracia  que deu com a nomeação do super-herói Justiceiro Rodante para o cargo de  reitor da USP.

Muito criticado à época, o tempo deu razão ao Maior dos Filhos da Mooca.  O Sr. Justiceiro Rodante é hoje aclamado pela comunidade universitária. Com seu estilo democrático, que lembra o do pres. Zezinho, já é considerado uma das maiores lideranças universitárias que a UDN já produziu.

Doutrina de Segurança Uspiana

Grande doutrinador que é, o  Sr. Justiceiro Rodante implantou uma implacável política de segurança, baseada na Doutrina de Segurança Uspiana, visando combater os inimigos externos e, principalmente, os terríveis inimigos internos da Universidade.

ESTUDANTE AGRIDE TROPA DE CHOQUE COM PERIGOSO LIVRO: A comunidade udenista da USP acha que já está na hora de acabar com esse acinte à democracia fardada.

A política de segurança do Sr. Justiceiro Rodante foi implantada com o apoio da sempre gentil polícia militar paulista, que,  estimulada pelo pres. Zezinho, desde 2009, vem se especializando em prestar excelentes serviços de policiamento e defesa dos direitos humanos no campus da USP.

REFORÇO: O Cachorro-Lagosta foi treinado para detectar tóchicos e atacar estudantes subversivos.

A PM paulista criou uma unidade especializada para atuar no campus da universidade. Esta tropa de elite utiliza métodos sofisticadíssimos de detecção de meliante, como a identificação de intenção criminosa pelos movimentos oculares do bandido (veja exemplo aqui).

A doutrina de segurança do Sr. Justiceiro Rodante começa a fazer efeito. Na semana passada, o super-herói da UDN uspiana deu uma lição aos terríveis  maconheiros da USP.

Em ação articulada com a sempre gentil PM, o Sr. Justiceiro Rodante capturou três assustadores meliantes que consumiam tóchicos no campus da universidade. A atitude dos facínoras foi considerada contrária à moral e à ordem pública, desrespeitando o disposto no  Decreto Lei 477/69, Art. 1o, VI.

Os perigosos indivíduos foram encaminhados à delegacia enquanto seus comparsas estudantes faziam o que sabem: baderna e agitação subversiva.

PATRIOTISMO: A ala infanto-juvenil da UDN uspiana aprovou a ação da polícia.

Repercussão

Como todas as ações que tem o dedo da UDN paulista, esta também foi um sucesso. A isenta imprensa paulista rapidamente mostrou como a  USP está infestada por uma praga de uma minoria de bandidos, arruaçeiros, maconheiros e, pior, esquerdistas contestadores.

O  jornalista das 50 mil razões publicou um post comemorativo da ação da “democracia de farda“, no site da Revista Mais Vendida do Brasil.

NEM PENSAR: O Sr. Justiceiro Rodante assinou um novo convênio com a PM para prender criminosos cibernéticos que atuam na USP, especialmente organizando protestos virtuais.

Apenas uns poucos desclassificados inimigos da democracia e da ordem pública ousaram criticar a iniciativa, como um juiz renegado e um deputado vermelhóide.

A UDN uspiana delirou com a ação, sentindo-se finalmente segura. Mas a moralização continua. Agora, o Sr. Justiceiro Rodante deverá assinar a Portaria 477, que proíbe  manifestações, greves, passeatas e protestos, pois atrapalham o bom andamento das aulas e a subida da USP nos rankings internacionais.

O  depoimento de um dos jovens udenistas uspianos diz tudo sobre a expectativa: “Nosso reitor-herói, o  Justiceiro Rodante, mostrou que finalmente na USP será aplicada a máxima do saudoso Pres. Médici: “estudante estuda, professor leciona, trabalhador trabalha“.

Graças à UDN paulista, ao pres. Zezinho e ao Sr. Justiceiro Rodante, a USP, finalmente, sai das trevas.

Comentário da tia Carmela

QUADRILHA: a UDN uspiana fez uma bela festa junina em homenagem à tropa de choque da PM.

O Zezinho sempre gostou de super-herói. Uma vez, ele chamou o Reinaldinho Cabeção e uns moleques mais novos para brincar de super-herói. Ele  disse para o Reinaldinho Cabeção: “você vai ser o Super-Cabeção e eu vou ser o Super-Zezinho”.  Os moleques menores iam ser os bandidos. Na hora da briga, ele mandou o Reinaldinho Cabeção bater nos moleques menorzinhos e ficou só olhando.   O problema foi quando os irmãos maiores dos moleques ficaram sabendo e foram tirar satisfação com eles. Aí o Super-Zezinho sumiu e o Super-Cabeção levou uma surra daquelas…


Enfim, o Novo Maluf: Serra dá aula de democracia à USP

13 de novembro de 2009

Professor da USP, agradecido, senta-se para assistir a aula de democracia do Zezinho.

O Mais Preparado dos Brasileiros, o governador Zezinho, deu hoje mais uma aula magna de democracia e respeito às instituições. O Presidente de Nascença, ao receber da USP a lista tríplice de candidatos para indicar o novo reitor da instituição, mostrou que a democracia não pode se prender à simples matemática: assim, preferiu escolher o segundo mais votado, Prof. Grandino Rodas, que teve 106 votos no colégio eleitoral, em lugar do mais votado, Prof. Glaucius Oliva, que recebera 160.  O escolhido havia ficado apenas em quarto lugar na consulta aberta aos professores da universidade, com 10% dos votos.

Agradecidos por tamanha generosidade, alunos, professores, funcionários, ex-alunos, ciclistas, vendedores de cachorro-quente e outras drogas e até os cães da Cidade Universitária já lançaram campanha para outorga do título de Benfeitor Máximo da USP ao que é o Mais Brilhantes dos Politécnicos.

Com essa medida, o Grande Educador Pátrio iguala-se ao seu antecessor Paulo Maluf, o último governador a ter essa compreensão elevada da incompatibilidade entre maior número de votos e democracia.  Maluf, à época governador indicado pela ditadura militar, havia sido o último governador a deixar de indicar o nome mais votado no processo eleitoral da universidade.

Segundo fontes da Lapa, o Novo Maluf quis, mais uma vez, demonstrar seu apreço à universidade na qual não conseguiu concluir seus estudos em Engenharia. Em junho, havia dado uma outra aula de democracia, há poucos meses, ensinando a estudantes, funcionários e professores a conviver com os cassetetes e gás lacrimogêneo da polícia militar.

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O Novo Maluf: democracia e valorização da USP

Antes, em 2007, em um generoso gesto de solidariedade, tentara retirar a autonomia da USP para utilizar os recursos a ela legalmente destinados, por entender que isso era um desperdício das mentes dos cientistas da universidade. Bondoso, dispôs-se  a decidir por eles qual a melhor forma de gastar os recursos. Na ocasião, professores e estudantes, contaminados pelo vírus subperonista, rejeitaram a oferta e fizeram uma greve como se fossem um bando de metalúrgicos analfabetos de São Bernardo do Campo.

O Secretário de Ensino Superior, Carlos Vogt, não quis comentar a decisão do governador Zezinho. Algumas fontes apontam sua contrariedade porque o Prócer do Conhecimento Nacional preferiu consultar seu antecessor, Dr. Pinotti, através de uma mensagem psicografada pelo mesmo médium que costuma receber os espíritos de Arnaldo Jabor e FHC.

Já o Secretário de Educação e Serviços Gráficos, Paulo R. Gates de Souza, empolgou-se com a aula de democracia do Novo Maluf e já faz planos. Encomendou à editora de palavras cruzadas Picolé  novas cartilhas  para o ensino de Economia, Astrobiologia, Ciência Política, Geofísica, Filosofia Contemporânea e Fabricação de Velas Decorativas para Adultos. As novas cartilhas serão a primeira fase da implantação de uma nova filosofia pedagógica do novo material didático a ser utilizado nos cursos da universidade.

O Novo Maluf nomeou também novos membros para o Conselho Universitário.

O Novo Maluf nomeou também pessoas de sua confiança para o Conselho Universitário.

O Novo Maluf recebeu também telefonema de seu afilhado Zuzinha, que cumprimentou o Condutor Geral de Todas as USPs pela aula de democracia e também perguntou se poderia já iniciar a licitação para construção dos pedágios nos portões dos campi. O governador autorizou, exceto para a USP Leste, que é mais pobrezinha, pois ele não gostaria de ser visto como um adversário das causas  sociais.  Compreensivo, Zuzinha aquiesceu.

Comentário da Tia Carmela:

Quando o Zezinho ficou moço e entrou na USP, os pais dele ficaram muito felizes.  Mas depois ele deu muito desgosto: não queria saber de estudar, só andava com uns estudantes da UNE falando de política. Acabou indo pro estrangeiro e nem terminou o curso. Eu acho que ele não gostava da USP já naquele tempo…