Rebelião em SP: eleitores infantis rejeitam votar no pres. Zezinho

21 de agosto de 2012

CONVICÇÃO: Os eleitores infantis paulistas estão dispostos a qualquer castigo para garantir que o pres. Zezinho vença em 2014.

O mais preparado dos brasileiros, o futuro pres. Zezinho, está enfrentando uma situação inusitada: seus fidelíssimos eleitores infantis paulistas rebelaram-se e dizem que não vão votar nele para prefeito de jeito nenhum.

O motivo da inesperada e crescente rejeição à candidatura do Presidente de Nascença ainda não foi oficialmente explicado pelos mais importantes jornalistas de programa do país.

Estupefatos, preferem manter silenciosos seus tecladinhos de aluguel enquanto aguardam instruções sobre como devem pensar.


Mas tanta preocupação logo vai passar. Ao que tudo indica, a mobilização para não votar no pres. Zezinho deve ser motivo de orgulho para o Mais Consistente dos Homens Públicos. É uma rejeição temporária e bem-intencionada.


O que ocorre é que a gente bonita da Paulicéia tem medo que o almirante do Tietê, uma vez eleito, resolva ficar no cargo de prefeito. Com isso, não teriam a satisfação suprema de ver o Maior dos Filhos da Mooca eleito presidente em 2014.

A Srta. Francine de L’Herbe, aflita, generosamente negou-se a participar da empreitada e já se prepara para retirar sua candidatura para ajudar o pres. Zezinho.

Em Higienópolis, é voz corrente que seria um absurdo se isso acontecesse: “nós queremos o pres. Zezinho no planalto”, dizem os principais líderes udeno-higienopolitanos.


Por isso, os eleitores infantis paulistas iniciaram um movimento espontâneo nas redes sociais (exceto orkut) para que o pres zezinho não seja eleito.

A ideia é que, rejeitando a possibilidade de votar nele em 2012, irão garantir que ele se candidate a seu verdadeiro lugar em 2014. Segundo um dos líderes do movimento, “é uma grande dor que estamos rejeitando a candidatura do pres. Zezinho, mas desde 1932 São Paulo sempre se sacrifica pelo Brasil”.

Dos caudalosos e nauseantes esgotos do Retiro do Udenista (Caverna do Ostracismo, fundos, Higienópolis) jorram versões que apontam que essa mobilização não é tão espontânea assim. Importantes lideranças da UDN já aderiram ao movimento.

Algumas fontes udenonumerárias asseguram, que a mobilização tem o silencioso apoio do muy amigo do Almirante do Tietê, Sr. Geraldinho do Vale, que tem cochichado no ouvido de seu confessor: “eu devo isso ao pres. Zezinho, que foi fundamental para que eu chegasse aonde estou hoje”.

QUADRILHA: As festas juninas de apoio a candidatura do pres. Zezinho andam um pouco esvaziadas.

Comentário da tia Carmela
O Zezinho nunca ligou para ser rejeitado. Uma vez, quando ele estava no ginásio teve uma eleição para monitor da classe dele. O Zezinho se candidatou. Quando o Reinaldinho Cabeção ia pedir para os coleguinhas votarem nele, todo mundo falava que no Zezinho não votavam de jeito nenhum. No  apuração, o Zezinho teve menos votos que os brancos e nulos. Na verdade, só teve dois votos, mas ainda assim foi lá na frente da sala e fez um discurso dizendo: “isto não é um adeus, é um até logo”. Só o Reinaldinho Cabeção prestou atenção, e ficou cinco minutos aplaudindo.