Festa na Caverna do Ostracismo: John Been chegou!

4 de agosto de 2011

ENTRE IGUAIS: John Been (direita) ficou muito feliz ao saber que vai dividir os aposentos com o ex-sábio FHC (direita).

O Mais Preparado dos Brasileiros, o futuro pres. Zezinho, participou hoje da solenidade de recepção do novo morador da Retiro do Udenista, sito à Caverna do Ostracismo, fundos, Higienópolis.

O novo morador é o gênio da raça Tom John Been, um dos poucos brasileiros dignos de ser tratado como um igual pelo Presidente de Nascença, que é seu amigo e compadre.

DESESPERO NA CASERNA: A soldadesca tão amada por Tom John Been está desconsolada com sua partida.

A chegada de Tom John Been causou grande comoção entre os moradores da Caverna do Ostracismo.  Emocionados, os udenistas perfilaram-se à sua chegada, enquanto sua conterrânea Ymelda Cruzes entregava-lhe um lindo buquê de flores azuis e amarelas.

Entre os oradores convocados a homenagear o novo hóspede do covil udenista, o ex-intelectual FHC destacou-se por seu discurso singelo, no qual precisou de apenas duas horas para demonstrar que seu governo foi melhor que o governo do usurpador do planalto. Ao final do discurso, que preferiu fazer com seu inglês de lorde, o ex-pensador FHC agradeceu a Tom John Been pela grande contribuição que deu a ele, como ministro e líder do governo no STF.

Entre idiotas

ADMIRAÇÃO: O cozinheiro da Caverna do Ostracismo imita John Been no que pode.

Tom John Been agradeceu com um pequeno discurso, no qual declarou-se feliz por  mudarde ares, pois já estava cansado do tipo de idiotas fraquinhos com os quais lidava: “Amanhã, quando for visitar o cônsul do EUA com o pres. Zezinho, falarei que aqui, em Ostracism Cave, é que me sinto entre os do meu tipo”, disse, apontando para seus novos colegas de valhacouto.

John Been revelou que decidiu trocar Brasília pela Caverna do Ostracismo depois de ser atingido por uma vassoura, em reunião com a usurpadora-mirim, no Palácio do Planalto.

Emoção

Mas o grande momento foi, como esperado, o momento musical. Tom John Been cantou e encantou, fazendo um belo dueto com Milton Nascimento em Canção da América.

Ao chegar a parte “Amigo é coisa para se guardar/No lado esquerdo do peito“, o pres. Zezinho subiu ao palco e abraçou seu amigo John Been.

QUADRILHA: Os eleitores infantis paulistas organizaram uma bela quadrilha para homenagear Tom John Been.

O que se viu, então, foi a Caverna do Ostracismo inundada pelo pranto dos udenistas embevecidos que aplaudiram freneticamente a demonstração de afeto entre dois grandes brasileiros.

Comentário da tia Carmela

Apesar do nhenhenhem de amizade velha, O Zezinho deve estar é pensando: esse cara vai querer posar de vítima para tentar ser candidato no meu lugar. Esse não perde por esperar…


Pres. Zezinho pacifica a UDN

28 de janeiro de 2011

Cultura da paz: O Dalai Lama riu muito com as piadas do pres. Zezinho.

O Mais Preparado dos Brasileiros, o futuro pres. Zezinho, é um amante da paz, da harmonia e da concórdia. Sempre pregando a paz, construiu uma carreira política sólida que o credenciou como a maior liderança política da UDN e da Nação Brasileira.

Amante da paz, o Presidente de Nascença vinha manifestando a assessores mais próximos sua preocupação com as belicosas manifestações de alguns setores da UDN. Esses setores vinham se articulando para uma estratégia de guerra fratricida.

Manso como uma pomba, e firme como um leão, o Gandhi do Alto de Pinheiros resolveu agir e articulou, com apoio de seus companheiros da Caverna do Ostracismo, fundos, um movimento pela unidade da UDN que acabou com a cizânia.

Apesar de ser um pacifista, o Cachorro-Lagosta se diz pronto para a guerra, se precisar.

Apesar de sua liderança inconteste possibilitar-lhe ser escolhido por aclamação para todos os principais cargos de direção da UDN simultaneamente, a modéstia e o espírito pacificador do pres. Zezinho falaram mais alto.

Avesso a cargos e ao poder, o Almirante do Tietê anunciou que não pretende ocupar nenhum cargo, esvaziando a articulação da minoria da UDN que desejava declarar guerra à sua brilhante liderança.

Mostrando desprendimento que só os grandes homens possuem, o Maior dos Brasileiros designou para presidir a UDN o sr. Cachorro-Lagosta, experiente quadro udenocanino caracterizado pela mansidão, lealdade e simpatia.

A insistência da minoria sem representatividade em levar a guerra às últimas consequências despertou no Maior dos Filhos da Mooca uma ira santa. A ávida sanha dos seus opositores pelo poder chegou até o Instituto Menestrel das Alagoas e Alagados, importante think tanque udenista. Dada a inegável superioridade de seu Majestoso Encéfalo, o Presidente de Nascença seria a pessoa mais indicada para dirigir este centro de estudos que é o  pólo irradiador de sabedoria aquática.

O pres. Zezinho gosta de coração de estudante desde criança.

Mas, novamente, o Almirante do Tietê abdicou da honraria e  indicou o sr. Milton Nascimento para a presidência, agradando, assim, a sessão mineira da UDN. O instituto passará a funcionar em sua nova sede, na Av. Marginal Serra, em São Paulo. A medida também resolveu o velho complexo de inferioridade mineiro, pois  Tancredo Neves teria afirmado, ao olhar para fora da janela do edifício: “não é igual a Copacabana, mas já é um quase um mar”.

A operação de pacificação completou-se com a definição da liderança da UDN na Câmara dos Deputados.  Com o auxílio de seus muy amigos Tancredo Neves e Geraldinho do Vale, o Pacificador da  Nação articulou um manifesto subscrito pela quase totalidade da bancada, defendendo a candidatura do sr. D. Nojeirinha Junior, de tradicional famiglia udenoruralista da Califórnia.

Mão grande e benta: os novos dirigentes da UDN foram abençoados pelo pres. Zezinho (direita).

Apenas o sr. Aluísio Biggs de Oliveira opôs-se à iniciativa, defendendo que o próprio pres. Zezinho deveria ocupar a liderança na Câmara, mesmo não sendo deputado, mas o sr. Paulo Caixa Preta 2 (assessor para assuntos propinoviários do pres. Zezinho) deu-lhe 300 mil razões para mudar de idéia.

Com esses movimento hábeis, o Maior dos Brasileiros conseguiu seu objetivo: manteve a UDN uma agremiação pacífica e harmoniosa, com a imensa maioria de seus membros devotando-se a mais profunda admiração e respeito. Demonstrou que não precisa de cargos, pois seus indicados assumiram as principais funções na UDN, mas continuará sendo ele o Iluminado Guia que conduzirá a UDN até onde a maioria dos brasileiros deseja vê-la.

Comentário da tia Carmela

QUADRILHA: UDN comemorou com uma bela festa junina em volta da fogueira das vaidades.

O Zezinho sempre gostou de brincar de guerra. Ele e os moleques pegavam uns cabos de vassoura e diziam que eram fuzis, e usavam as panelas das mães como capacete. O Zezinho sempre queria ser da turma dos americanos, e no meio da brincadeira, em vez de fingir que atirava com o cabo de vassoura, saía correndo atrás dos moleques batendo com o cabo de vassoura na cabeça deles e gritando “guerra é guerra,  quem não é meu amigo se ferra!” O Reinaldinho Cabeção ia atrás, tentando fazer o mesmo, mas sempre algum moleque pegava ele e dava uma surra. Ele apanhava por ele e pelo Zezinho…