Tapuias repudiam indicação de Tupinambá para vice do pres. Zezinho

2 de julho de 2010

As mulheres tapuias despertam o medo na UDN há 500 anos.

A indicação do silvícola Mauricinho Tupinambá (Cacique Merendinha) para vice do Mais Preparado dos Brasileiros, o futuro presidente Zezinho, não encontrou unanimidade nem entre os integrantes da UDN, nem entre os indígenas brasileiros.

E não foi somente o Cachorro-Lagosta, derrotado na disputa, quem protestou.

A escolha do gentio com 39 anos de praia reacendeu antigas querelas entre os primeiros habitantes da Terra de Santa Cruz.

Representantes indígenas de muitos rincões do interior do Brasil protestaram contra a indicação. Para eles,  escolher um tupinambá para a função era um desrespeito aos outros povos indígenas brasileiros, há 500 anos tratados com  desprezo pelos tupinambás em suas aldeias na Zona Sul do Rio de Janeiro e em Higienópolis e adjecências.

Além disso, acusam os tupinambás de conhecerem apenas a pequena parte do Brasil que vai do Litoral Norte de S. Paulo a Cabo Frio, passando pelo Rio de Janeiro, desconhecendo todo o interior do país.

Uma delegação chegou a procurar o pres. Zezinho hoje às 11 da manhã, mas o Grande Líder da Pátria não os recebeu porque ainda repousava, depois de uma noite de discretas articulações políticas junto a importantes lideranças udenistas no bairro da Lapa, São Paulo.

Reação firme

A resposta foi violenta. O aspirante a vice-morubixaba  disse que não daria ouvidos a esse bando de tapuias despreparados, provincianos e que nunca foram a Miami.

Seu padrinho político, o sr. Maia Jr., foi além: “esses tapuias nunca andaram no calçadão de Ipanema e querem dar palpite?”.

Segundo apressou-se em divulgar Reinaldinho Cabeção, ghost-righter do Maior dos Homens Públicos do Brasil, os tapuais são uns bárbaros que vivem nos grotões do Brasil, sem refinamento, sem TV a cabo e dependendo do Bolsa Família.  Morrem de inveja de tupinambás refinados como o Cacique Merendinha, limpinhos e moradores da Zona Sul do Rio de Janeiro.

Quadrilha: Os integrantes da UDN não conseguem entender porque cada vez mais os tapuais preferem outras danças e não aceitam fazer parte da quadrilha da UDN, nas festas juninas.

Com sua costumeira educação e dignidade, o presidente da ANTACOCO (Associação Nacional dos Trabalhadores em Coprologia e Copromancia), sr. Augusto do Rego Nunes, fez uma previsão bem a seu estilo:  “esses tapuias que se opõem ao Tupinambá são uns botocudos e nunca vão se integrar à civilização”.

O Presidente de Nascença pôs ponto final aos protestos, dizendo: “O Tupinambá já está escolhido. Quem não gostou, problema dele”.  O Jornal Mais Vendido do Brasil imediatamente publicou edital apoiando a firmeza do Gigante Moral da Mooca em suas sempre competentes decisões.

Comentário da tia Carmela

Quando era criança, às vezes o Zezinho ia passar uns dias na praia, em S. Vicente. Lá, ele sempre fazia amizade com uns moleques da cidade, que viviam na praia aprontando. Quando voltava para a Mooca, ele ficava contando vantagem…

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Cachorro-Lagosta revolta-se contra escolha de Tupinambá para vice

1 de julho de 2010

O Cachorro-Lagosta reagiu com ferocidade udenista à notícia.

Gerou um conflito no sempre harmonioso seio da UDN a escolha do silvícola Mauricinho Tupinambá (Cacique Merendinha) como o novo vice do Mais Preparado dos Brasileiros, o futuro presidente Zezinho.

O até então favorito a ocupar o posto, o sr. Cachorro-Lagosta, teve um ataque de raiva ao receber a notícia, levada pessoalmente pelo moleque de recados do Presidente de Nascença, Bob Jefferson. A esponja-mensageira foi recebida a mordidas pelo furioso líder udenocanino e seus assessores, sendo necessária a intervenção da equipe da carrocinha  para acabar com o conflito. O professor-orientador do canino, Cesar Millan, Ph.D (UCLA), também foi acionado, mas os habituais dois biscroques e uma bolinha de tênis não funcionaram.

Uma vez contido, mas ainda babando de raiva, o Cachorro-Lagosta deu uma entrevista coletiva, na qual não escondeu seu descontentamento: “O que o Zezinho tem na Cacciola? Pra quê chamar um selvagem, se poderia contar comigo, que já estou domesticado?!

Quadrilha: O Cachorro-Lagosta recusou-se a participar da quadrilha na festa junina da UDN e teve que ser substituído pelo Snoopy.

A escolha do parlamentar nativo-brasileiro pode reduzir a votação do pres. Zezinho entre os amplos setores que apoiavam a candidatura do simpático cãozinho. O Cachorro-Lagosta declarou que não está disposto a empenhar-se na campanha do Presidente de Nascença, por estar muito decepcionado com a UDN e com o pres. Zezinho. O canídeo disse  que só não passará a apoiar Marina Silva porque ela é contra a Teoria da Evolução, o que afeta diretamente os interesses do Cachorro-Lagosta.

Os selvagens também têm sentimentos

Choroso, Mauricinho Tupinambá reclamou da injustiça do Cachorro-Lagosta.

Informado da reação furiosa do Cachorro-Lagosta, o Cacique Merendinha entristeceu-se. Depois de chorar em altos brados, o tupinambá apareceu ainda coçando o nariz e fungando compulsivamente para atender a imprensa. Na sua entrevista, o gentio declarou-se injustiçado e fez uma revelação:

“Eu sempre tive uma boa relação com o Cachorro-Lagosta. Quando ele vinha ao Rio, nas reuniões da UDN, eu sempre o levava para passear no calçadão. Tenho até uma coleira em casa reservada para ele.  Sempre íamos juntos ao Bar Jobi, para ele dar umas mordidas nuns petistas.”

Comentário da tia Carmela

Separar amigos e destruir amizades sempre foi especialidade do Zezinho. Descontentar quem confiou nele, então, nem se fala! Quando ele era criança, lá na Mooca, ele fazia isso sempre… Já contei uns cinquenta casos desses…