MG em festa: Pres. Zezinho vai restaurar pirâmide de Tancredo

19 de janeiro de 2011

Geologia difícil: A pirâmide de Tancredo corre o risco de afundar em uma mistura heterogênea de argila e água.

Entre os múltiplos campos do conhecimento dominados pelo  Mais Preparado dos Brasileiros, o futuro pres. Zezinho, está a Engenharia.

Como é sabido, o Presidente de Nascença fez profundos estudos politécnicos mas não chegou a comparecer à cerimônia de formatura porque foi para o Chile, onde já o esperavam para fazer o mestrado em Enolatria na Universidade Concha y Toro.

Por conta de sua generosidade e competência incomparáveis, ofereceu-se a ajudar  seu mui amigo Tancredo Neves (UDN-MG) na restauração da sua nova pirâmide administrativa, construída em Belo Horizonte.

A pirâmide de Tancredo, destinada a funcionar como templo, mausoléu e casa de espetáculos, enfrenta problemas sérios que exigem a ação dos mais capazes dentre os engenheiros.

Tancredo resolveu aceitar a oferta do pres. Zezinho depois de receber uma preocupante mensagem em seu telefone celular,  durante seu passeio matinal na praia de Copacabana. A mensagem trazia fotos dos vários problemas surgidos  em sua grande obra.

Engenheiro do Século

Para a empreitada, o Gênio da Construção Nacional já convocou seu inesquecível amigo e assessor para assuntos propinoviários e concussoconstrutivos, sr. Paulo Caixa Preta 2.

O pres. Zezinho vai usar toda a sua experiência em obras de contenção de enchentes na reforma da pirâmide administrativa de Tancredo.

Além de conhecido admirador de jóias, o  sr. Paulo gerenciou uma das obras que demonstraram a capacidade técnica inigualável do Mais Completo Gestor Público: os viadutos cadentes do Robanel.

Este grande feito da engenharia nacional garantiu ao  Mais Competente dos Engenheiros o Prêmio Engenheiro do Século da Associação dos Engenheiros da UDN. O segundo e o terceiro  lugares também  foram ofertados ao pres. Zezinho, pelas maravilhosas obras da Av. Marginal Serra e as obras contra enchentes em S. Paulo. O pres. Zezinho ainda recebeu a menção honrosa, pelas obras de reforma da Caverna do Ostracismo, onde reside atualmente com o ex-sabichão FHC.

Agradecimento

O sr. Tancredo Neves ficou muito grato ao Engenheiro do Século por ter se disposto a recuperar sua pirâmide administrativa. Apesar de ter estado lá poucas vezes, o faraó mineiro disse gostar muito da construção e não queria vê-la afundar no terreno barrento e úmido sobre a qual foi construída, o que atrapalharia sua mumificação futura.

As rachaduras da pirâmide administrativa de Tancredo não afetam o clima de concórdia entre as seções paulista e mineira da UDN.

O pres. Zezinho disse para o sr. Tancredo não se preocupar, pois poucos engenheiros entendem do assunto como ele. Lembrou que, durante sua estada à frente do governo da Locomotiva da Nação, passou três anos fazendo grandes obras em lamaçais e nunca teve nenhum problema nem recebeu nenhuma crítica.

Fontes da UDN, no entanto, acham que há algo estranho nessa história. O pres. Zezinho teria comentado com assessores “porque ele tem uma pirâmide e eu não tenho?” antes de oferecer ajuda.

Por sua vez, o líder das alterosas teria ficado ressabiado com a ajuda oferecida e comentado discretamente com tia Nastácia: “O Zezinho nunca fez um favor na vida. A gente de Minas não aceita que lhes digam o que fazer, mande o Amaury vigiar esse Zezinho”.

Comentário da tia Carmela

QUADRILHA: Tia Nastácia vai comandar a festa junina da UDN das Alterosas na pirâmide de Tancredo.

O Zezinho sempre gostou de brincar na lama. Quando ele era moleque, lá na Mooca, sempre que chovia ele chamava o Reinaldinho Cabeção e outros moleques para brincarem em um terreno baldio lá perto da Rua Borges de Figueiredo, onde hoje tem uns prédios. O terreno tinha muito barro. Com a chuva, aquilo ficava uma lameira só. A brincadeira que o Zezinho mais gostava de fazer era de apostar quem se sujava menos. Cada moleque colocava uma moeda em uma latinha e eles iam para a parte mais lamacenta. Quando o Zezinho contava até três, os moleques tinham que sair correndo pelo lamaçal e chegar do outro lado. O  Zezinho gritava “Três!” mas não saía correndo. Enquanto os moleques se enlameavam todos, ele pegava a latinha com o dinheiro e fugia. Ele ficava com o dinheiro e os moleques que acreditavam nele saíam todos sujos da brincadeira…